A Oração na Perspectiva de Deus
A Oração na Perspectiva de Deus
Texto base: Bíblia 6:9
INTRODUÇÃO
Todos nós oramos.
Em diferentes níveis, intensidades e circunstâncias, buscamos a Deus.
A questão central é:
Quando Jesus ensinou a orar, Ele estava pensando apenas nas nossas necessidades pessoais ou em algo maior?
A oração bíblica não foi dada apenas para resolver nossas dores momentâneas, mas para nos alinhar ao propósito do Reino.
Ilustração: O fazendeiro e o administrador
Um fazendeiro viajou e autorizou seu administrador a usar seus recursos sempre que necessário.
Ao retornar, encontrou a fazenda destruída, mas a casa do administrador luxuosa.
Quando questionado, ouviu:
"O senhor disse que eu poderia pegar tudo em seu nome."
O fazendeiro respondeu:
“Eu estava pensando na fazenda.”
Assim também Jesus, quando disse:
"Tudo o que pedirdes..."
Ele estava pensando no Reino.
1. A ORAÇÃO QUE JESUS ENSINOU TEM UM PROPÓSITO CLARO
A) Orar pela santificação do Nome de Deus
Jesus ensinou:
“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome...”
A oração começa com Deus, não conosco.
Antes de pedir algo para nós, Jesus nos ensina a desejar algo para o Pai:
Que Seu nome seja santificado.
B) Toda oração está subordinada a esse propósito
Toda a oração do Pai Nosso gira em torno disso:
Venha o teu Reino
Seja feita a tua vontade
Dá-nos o pão
Perdoa-nos
Livra-nos do mal
Tudo converge para um único objetivo:
A glorificação do Nome de Deus.
C) Reconhecer quem Deus é
Jesus nos ensina que Deus é:
Pai
Nosso
Soberano
Digno de santificação
A grande marca do cristianismo é essa relação filial com Deus.
D) Orar é declarar rendição
Quando oramos:
“Santificado seja o teu nome”
Estamos dizendo:
Rompemos com a rebelião
Voltamos para Deus
Reconhecemos Sua soberania
Declaramos que Sua vontade é perfeita
2. A ORAÇÃO TEM O OBJETIVO DE TRANSFORMAR QUEM ORA E O MUNDO AO REDOR
A) “Venha o teu Reino” muda tudo
O Reino vem quando a vontade de Deus prevalece.
Orar isso transforma:
Relacionamentos
Decisões
Prioridades
Ambientes
Ilustração: O bolo escondido
Dois meninos foram pegar bolo escondido.
Um disse:
“Só tem nós dois aqui.”
O outro respondeu:
“Nós dois... e Deus.”
Quando reconhecemos a presença de Deus, nossas escolhas mudam.
B) A vontade de Deus redefine nossa conduta
Se oramos:
“Seja feita a tua vontade”
Precisamos ser os primeiros a obedecê-la.
Não faz sentido pedir aquilo que não estamos dispostos a viver.
A oração verdadeira exige coerência.
C) O pão nosso: a lição da dependência
“Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia”
Esse pedido nos ensina:
Dependência
Quem pede pão reconhece sua necessidade de Deus.
Humildade
Reconhecemos que tudo vem dEle.
Responsabilidade coletiva
O pão é “nosso”, não “meu”.
D) Dependência revela Deus ao mundo
Ilustração: O agricultor cristão
Seus vizinhos sabotavam sua irrigação repetidamente.
Após buscar direção de Deus, fez algo inesperado:
Construiu irrigação para os próprios sabotadores.
Ao perguntarem por quê, respondeu:
“Foi Jesus quem me ensinou.”
Resultado:
Seus vizinhos quiseram conhecer Cristo.
Quando vivemos dependentes de Deus, Seu nome é santificado diante das pessoas.
CONCLUSÃO
A oração não é apenas um canal para apresentar necessidades.
É uma ferramenta de alinhamento espiritual.
Orar é dizer:
Deus, governa minha vida
Tua vontade vem antes da minha
Quero viver para santificar Teu nome
A verdadeira oração nos transforma para transformar o mundo.
APLICAÇÃO FINAL
Pergunte a si mesmo:
Minhas orações estão centradas em mim ou no Reino?
A oração que Jesus ensinou começa com:
“Pai, santificado seja o Teu nome.”
Esse deve ser o centro de toda oração cristã.
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